Foi e será sendo uma das motos mais representativas da história das superbikes japonesas. Agora completa 25 anos, e com uma versão muito especial.
A Suzuki decidiu fazer uma atrativa versão mais exclusiva ainda da sua GSX-R 1000 com uma decoração que seu 25º aniversário. A GSX-R 1000 forma parte da história das motos da Hamamatsu e da grande entrada em cena das superbikes japonesas dos anos 80. Esta especialíssima GSX-R 1000, 25º aniversário, é a mais madura dessa saga e deixa de lado a característica agressiva decoração da familia, para apresentar-se mais burguesa, sóbria e elegante.
Tem um montão de detalhes exclusivos, mas conserva o DNA das esportivas da casa, e com devido respeito às outras motos de suas características, mantém seu atíssimo nívelde competitividade, um bom conjunto em eletrônica e uma personalidade mais aberta que a maioria das superbikes de sua cilindrada. Uma moto que demonstrou tudo na pista, mas que na estrada aberta tem um plus de conforto e uma resposta extraordinária que novamente nos cativou na última semana em traçados e condições - que frio! - muito diversas.
Diferente
Com respeito à versão anterior, esteticamente destaca o novo design frontal, com as mesmas entradas de ar mas com um farol novo.
Nas laterais da carenagem modificaram as "brânquias" para facilitar a saida de calor e colocaram um logotipo em relevo. Uma placa certifica o número dessa edição limitada de 25º aniversário: um toque de exclusividade de penas 1.000 unidades.
A cúpula fumê, que contrasta com o branco de sua pintura, é ligeiramente mais elevada e envolvente que a versão standard e , portanto, oferece uma proteção superior .
O logo de 25º aniversário foi colocado nos silenciosos e nas jantes, que apresentam um fino acabamento em branco, combinando também com seu corpo.
Mas o que provavelmente chame mais a atenção é a profusão de um símile de fibra de carbono que foi colocado nas laterais do chassis, protegendo o possível desgaste ocasionado pelo roçar das botas; as tampas do motor gnaham um aspecto mais racing. Os suportes dos piscas, a parte traseira e o tanque de combustível, al´m do painel de instrumentos, lhe dão a esta versão 25º aniversário, um ar de exclusividade que coroa a mais madura das GSX-R 1000.
Homogênea
Com uma estética diferente e elegante, esse modelo conserva as características principais da exitosa GSX-R 1000.
Uma moto que, em sua última versão melhorou muito em todos os aspectos, e que desde meu ponto de vista, com essa 25º aniversário reforça mais a idéia de uma super esportiva relativamente cômoda e com carácter amável.
Não tem o assento muito alto, e o guidão não tortura em excesso o piloto em seu uso por pista aberta, porquê não situa-se muito abaixo, e portanto, não suporta o excesso de peso do corpo nas munhecas. Esse ponto e o fato de que o assento seja de generosas dimensões, fazem desta Suzuki uma moto cômoda, que em pista aberta permite que o piloto se mova com facilidade. A cúpula é mais alta que a de qualquer esportiva, e portanto, sua proteção aerodinâmica seja superior, o que se agradece especialmetne nas largas distâncias. Com um assento grande, um corpo proporcional e altura da cúpula, a GSX-R 1000 é a superbike mais polivalente do mercado. Outro ponto a seu favor é que, se entra em um circuito, tem a possibilidade de regular as pedaleiras.
O painel de instrumentos é muito completo e de fácil leitura, e com o fundo em fibra de carbono, alem da cúpula fumê, formamo um belo e atrativo conjunto.
Com a manopla esquerda podemos selecionar o comando e variar as curvas SMDS. Com a posição A, ela é mais agressiva, e com a B é ligeiramente mais suave e ideal para fazer curvas, e com a posição C, a diferença de potência é de quase 50 CV e é a melhor para pilotar na chuva ou para os que tem pouca experiência nesse tipo de moto e preferem controlá-la de forma crescente.
A cidade não é seu melhor ambiente, e fica difícil encontrar o ponto-morto, o que complica um pouco quando vais de um semáforo a outro. Assim que deixando atrás as grandes cidades, a pista de asfalto é seu território. Insisto em seu relativo conforto, superior a qualquer moto da sua classe e espécie. O motor vibra pouco, os retrovisores oferecem boa visibilidade, e o único problema que podemos encontrar, são os limites de velocidade.
Equilibrada
Não testamos a 25º aniversário em um circuito de competição.
Lembramos que após uma série de modificações a GSX-R do Team Alstare é a líder parcial do Mundial Superbikes... Mas uma coisa é o circuito e outra é a estrada em pista aberta. A GSX-R 1000 é uma moto muito divertida e equilibrada nas curvas.
Por um lado, o motor tem uma capacidade extasiante de recuperação, e por outro lado a aprte ciclo é muito equailibrada. A resposta do motor entre 2.500 e 6.000 rpm é muito agradável, e não faz falta levá-la além das 8.000 rotações para aproveitar o melhor dela. É suave e valente, e se quer sensações fortes, busque sua resposta além dos 10.000 rpm, mas em estrada aberta correrá o risco de perder seus papéis: requer experiência e boas mãos. Então, num circuito fechado se aproveita ao máximo para diminuir décimos no cronômetro, mas em pista aberta pode ser um grande perigo.
A ergonomia dessa versão burquesa GSX-R 25º aniversário, é extraordinária, e sua posição de pilotagem não cansa para o estilo de moto ao qual nos referimos.
A forquilha dianteria transmite muito bom feeling, com excelente resposta nas frenagens, lendo o terreno com rigor e ao mesmo tempo tendo bom tato. O sistema BPF de Showa e seu grande pistão hidráulico com as molas submergidas em óleo, funcionam em pista aberta. Também é efetivo num circuito, mas nesse caso a parte traseira fica devendo, e em uma pilotagem no limite a parte dianteira dá a sensação de que flutua. Não acontece em pista aberta porque as acelerações não são tão agressivas, e entre curvas e carros..., a Suzuki se comporta bem, é relativamente fácil de conduzir, transmite muita confiança e seu amortecedor de direção eletrohidráulico é eficaz. Os freios tem bom tato e na estrada são progressivos e com potência suficiente.
Em definitivo, a GSX-R 1000 chega com muito boa saúde a seu 25º aniversário. Uma moto que marcou uma épocae que mem 2010 segue sendo toda uma referência.
Esteticamente esta versão é mais séria e glamurosa , mas seu comportamento segue sendo o de uma jovem... veterana! Feliz aniversário!
Estéticamente, esta versión es más seria y aburguesada, pero su comportamiento sigue siendo el de toda una joven... veterana. ¡Cumpleaños feliz! .
Álex Medina
FOTOS: Juan Pablo Acevedo
Tradução e adaptação: Rodrigo galvão













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