Com a nova versão da Honda Varadero, uma moto turística e de aspecto max-trail, as viagens longas serão mais prazerosas e permitirá ir ainda mais longe...
Em 1999 a Honda entrou no mercado com uma autêntica GT com estética maxi-trail. Depois de certa confusão no conceito com sua imagem mais perto de uma autêntica trail que de uma GT, muitas vezes perguntou-se sobre seu comportamento na pista com seus 250 kg, volume, freio combinado, etc. São aspectos que afastam muito a Varadero da imagem do que realmente pode dar.
É uma moto surpreendentemente confortável, com motor enérgico herdado da VTR, uma suavidade a cada marcha, de personalidade estradeira. Para os amantes das longas distâncias, com possibilidade de muitos equipamentos e total conforto para piloto e carona.
Novidades
Esteticamente as mudanças lhe deixaram mais moderna e atual. Debaixo da carenagem foi refeita melhorando o acesso mecânico, placa do cárter agora em alumínio, o bagageiro está mais leve, os piscas mais modernos e transparentes, a rabeta modificada para os novos silenciosos e o assento mais estreito, unindo-se à frente com o grande tanque de 25 litros.
Também está adaptada à rigorosa normativa Euro 3 anti-poluente com seu escape catalisado.
Sistema de injeção PGMFi melhorou e seu consumo diminuiu, fazendo aos 100 km/h com 6,9 litros. Aumentando muito sua autonomia média.
O painel também é novo, falta medidor de combustível, mas tem um sinalizador dos kilômetros que se podem percorrer quando entra a reserva.
Roteira
Mesmo com seu aparente volume, do assento não se tem essa sensação, pois a conexão com o tanque ajuda nisso. Os radiadores laterais estreitam todo o conjunto. O guidão não é tão grande e o corpo fica em boa posição atrás da cúpula de ar dianteira, boa proteção aerodinâmica e sem sensação de ser tão grande quando parada.
Mas que a Varadero é uma moto pesada para grandes distâncias e é mais confortável também, não temos dúvida. Com o consumo reduzido, tanque de 25 litros, 4 litros de reserva, tem autonomia de mais de 360 km, poucas paradas no caminho.
Por estradas acidentadas, ela transita muito bem, com parte ciclo da suspensão traseira progressiva e elasticidade do motor, permitindo sair das curvas com facilidade e ter boa estirada, onde o dois cilindros era praticamente o mesmo da mais agressiva VTR.
Nas mudanças de direção nota-se os kilos que leva, mas uma vez na curva mantém o trajeto com fidelidade, e ao abrir gás, mesmo violentamente, a roda traseira traciona como um trator.
O sistema de frenagem combinada com ABS não nos convence numa condução esportiva, mas é boa em situações de pouca aderência, na chuva por exemplo. Freando com o traseiro, o CBS entra em ação e freia um pouco o dianteiro, baixando a suspensão. Mas seria melhor o contrário, como no modelo anterior, o freio dianteiro interferindo no traseiro, deixando-a bem equilibrada. O ABS não é desconectável e pesa uns 7 kg.
O novo modelo é um pouco mais lento nas acelerações, mas sem problemas. Tem preço mais elevado pela normativa Euro 3. Mas o baixo consumo e maior autonomia lhe permitem cruzar grandes distâncias, seu habitat natural, podendo agora chegar um pouco mais longe.
Álex Medina Fotos: Xavier Pladellorens e Santi Díaz (estúdio) Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão






















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