Não seria o normal que uma naked engolisse uma esportiva, mas se imaginamos uma Ducati 1098 ou 1198, sem carenagem, guidão alto e 155 cavalos musculosos, a coisa muda de figura. E ainda por cima é tão bonita quanto a Streetfighter...
A lutadora urbana da Ducati reúne o melhor das 1098 e 1198, com 155 cavalos e 11,7 Kgm de torque.
A versão estándar da Ducati Streetfighter (existe também a versão S) leva chassis da 1198, motor 2 cilindros da 1098 e cárters da 1198 (3 kg mais leves), freios de superbike (discos de 330 mm e pinças Brembo de 4 pistões) e suspensões Showa multi-ajustáveis. Com 169 Kg a agilidade é máxima e os freios absolutamente brutais.
Nos anos 70 ficaram populares as Café Racer, motos esportivas sem carenagem e guidão plano. Tinha muita potência no motor, boa parte ciclo, com melhor agilidade e manobra. A única que tem uma Café hoje em dia é a Aprilia com sua Tuono 1000, derivada ada RSV; e a Triumph com sua Street Triple derivada da Daytona 675... Agora a Ducati com sua Streetfighter.
A Ducati presume ter a mais leve acima das 800 cc, com 169 Kg – 167Kg na S. Terrivelmente compactas, com 2,5 cm a menos no tanque. E mais estreita que as superbikes.
Chassis similar ao da 1198 mas com (25,6º e 114 mm) e basculante 3,5 cm maior, para melhorar a tração.
Mais coisas. O painel é novo, todo digital, oferecendo a mesma informação que a 1198, com cronômetro, temperatura do ar, quilômetros em reserva, etc. Além do habitual. Na S se pode controlar o nível de tração DTC.
A rabeta é das superbikes, e o belo farol recorda o da 1098 Bayliss, com 2 pequenos e vistoso leds.
Fica claro que essa moto não é a nova Monster, se não algo mais extremo e radical. Uma verdadeira predadora.
Streetfighter & Ascari
Na pista privada de Ascari (Ronda) pudemos testar e aproveitar as qualidades esportivas da Ducati Streetfighter S, a mais equipada, com suspensões Öhlins, controle de tração, etc.
Equipada com os Pirelli Corsa III e sobre ela, pensamos: "Que pequena que é!". Realmente compacta e curta, dando a sensação que estamos sobre uma 400 e não sobre uma 1100. A posição é mais cômoda, com a parte traseira mais elevada, guidão com pontas mais fechadas e baixas, mais perto do corpo. As pedaleiras mais baixas e adiantadas que uma superbike.
Por fim saímos. A embreagem é muito suave e precisa, e o pedal de marcha deveria ser mais ergonômico. Nas curvas se sente a leveza do conjunto. Realmente essa Café Racer pesa pouco e entra fácil.
À caça/h2>
Indo com mais decisão pela pista, já com pneus quentes, mas a pista esfriara com o vento forte e quase caímos. Aquecer novamente e seguir. Os freios são brutais, como uma superbike, assim que na rua muito cuidado com eles. São fortes e nunca falham.
O motor da 1098, não tão bom nas baixas, mas em médias segue de maneira uniforme e contundente até o corte. Saindo na segunda o pneu canta involuntariamente, mesmo com o DTC. Evoluído da MotoGP, é inteligente e depende de sensores e cálculos matemáticos para reduzir a potência, inclusive em função da inclinação da moto. Por isso com ela na vertical quase não atua. Genial.
Mesmo sendo de uma esportiva, o motor da Ducati vai melhor se não damos tudo, também nem precisa, nem dava tempo de usar a 6ª marcha.
É muito ágil nas curvas e na mudança brusca de direção, com muita estabilidade, indo inclinada a alta velocidade e sem descompor-se. Tudo isso está muito bem para pista aberta.
O único que poderiam melhorar são as tribos, com pontas redondas e deixando escorregar as botas. Fácil de resolver.
Tudo termina e depois de cinco sessões voltamos ao box. Ficamos pensando no preço a pagar por uma moto como a Ducati Streetfighter. Pela qualidade e preço não é e nem será uma moto para todos. Para isso existe a Monster. Mas a partir de hoje será o objeto do desejo e sonho de muitos...
Jordi Aymamí Fotos: Ducati, J. Aymamí, Ll. Morales Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão
















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