Não se engane. A simples vista você tem que prestar bem atenção para não confundi-la com a 696, mas enquanto esta andando, o motor de 1.078 cc marca a diferença entre as duas irmãs. A nova 1100 é pensada para as pessoas que querem grandes desafios.
A aparição da Monster 696, botou data de chegada da sua irmã mais velha, a substituta da S2R 1000. E tem melhor lugar que Cannes (França) para apresentar uma nova estrela? Com a mesma dose de glamour do conhecido festival de cinema, Ducati deu a oportunidade de ter um primeiro contato com a nova Monster 1100.
1100 vs 696
A Monster 1100 se desenvolveu partindo da base da 696. Disfruta de todas as melhoras e incrementos da sua irmã caçula, como a nova posição de condução. Pedaleiras mais baixas e o guidom mais perto do piloto-, o chassi desenhado como a D16 (o subchassi de tipo monocasco é em alumínio-, a mesma base da 1098 -o tubo de maior diâmetro aporta mais rigidez e a parede mais fina permite perder peso-, o painel totalmente digital, um maior ângulo de giro, central eletrônica Siemens e não Magneti Marelli, o tanque de gasolina com mais capacidade, um airbox maior... Pra não falar da estética. As diferenças? A forquilha da 1100 é regulável em três vias, a bomba de freio é radial com depósito independente, o basculante (eixo traseiro) da 1100 é monobraço (inspirado nas superbikes), o pneu traseiro mais largo (180 mm), o guidom é de seção variável (por estética), o banco é 10 mm mais alto e a moto 40 mm mais alta para ganhar ângulo de inclinação e agilidade, a jante traseira é de 5,5 polegadas de largura no lugar de 4,5 da 696 e o sistema de escape monta uma válvula parcializadora para restringir o tema das emissões mas, ao mesmo tempo, seguir desfrutando do som da Ducati.
Como a gente disse antes, é o motor quem marca o ponto. Se trata do mesmo 2 cilíndricos em L de duas válvulas com distribuição desmodrômica conhecido na Multistrada e na Hypermotard. O segredo deste propulsor não está na potência máxima (95 CV), senão no torque. Ducati ja dispõe dos motores de quatro válvulas para quem quer potência abundante. A escolha desse prolpulsor vem da filosofia: menos é mais; menos peso neste caso. E um motor de duas válvulas refrigerado por ar sempre será mais leve. O processo de fabricação dos cárters é no vazio (o acabado tem menos impurezas e as paredes podem ser mais finas) e conseguiram reduzir o peso 3 kilos comparada à versão anterior da 1100. Mas, voltando às cifras: a 696 rende 80 a CV a 9.000 rpm, enquanto que os 95CV da 1100 estão a 7.000 rpm. Em relação ao torque, a 696 dispõe de 7 kgm a 7.750 rpm por 10,5 kgm da 1100 a 6.000 rpm.
Como o tema das cifras pode ficar um pouco frio, vamos explicar as nossas primeiras sensações com a Monster 1100, ainda que a 1100 S será a primeira em chegar às concessionárias. As diferenças com a versão base são as suspensões Öhlins, partes em fibra de carbono (pára-lama dianteiro, carcaça do quadro de instrumentos, protetores do escape e tampa do motor), os discos de freio mais leves (pesam 0,65 kg menos e tem um 10% menos de inércia) e as jantes são douradas. Somando, pesa 168 kg. Os engenheiros da Ducati mudaram a espuma do asento e montaram uma 10 mm mais alta pela parte da frente. O resultado, obvio, é que agora a 1100 é muito mais confortável. A posição de condução segue sendo um pouco no ataque, inclinando pro guidom. Achamos que é um corte característico da Monster, que, além disso, te ajuda a não ir para atrás quando você estiver em vias rápidas. Se o guidom fosse um pouco mais alto, pilotaríamos mais em pé e...
Ágil
O motor empurra a partir de 3.000 rpm e com força desde as 4.000 rpm, assim que você pode imaginar o que é abrir gás sem medo. Com a 1100 o power está sempre presente graças ao seu elevado torque. Os 40 mm a mais, permite trocar a direção mais rápido, com um maior ângulo de inclinação. Se somar com o bom funcionamento da suspensão (não tem bielas atrás mais a inclinação do amortecedor lhe oferece um bom progresso) e do pneu traseiro de 180 mm, o resultado é fantástico. Mas cuidado para não ficar bêbado com tanta curva. A Monster faz que isso aconteça rápido e você pode acabar indo muito rápido. Saindo de uma curva em segunda, abre com decisão e a roda dianteira perde o contato com o chão. Volta, põe a terceira, e assim poder seguir graças aos meios deste bicilíndrico que te permitirá ducatar (circula com marchas altas) às mil maravilhas. O tato da embreagem, comparado com a 696, é mais preciso e suave. Mas a 1100 não tem embreagem antibloqueio como a sua irmã caçula.
Os freios trabalham bem. A pastilha que montaram é mais amiga e menos radical que em uma supebike. O resultado que você dispõe é uma freada muito potente mais dosificável em todo momento. Este detalhe é importante se o que você gosta é a condução alegre, porque, como a gente disse, a Monster 1100 são outras palavras. Claro que o motor te deixa rodar tranquilo, mas é fácil cair na tentação e girar o punho sabendo que a resposta é rápida e contundente.
Sergi Mejías Fotos: Milagro Tradução e Adaptação: Rodrigo Galvão














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