Para uma moto como a R 1200 RT, tudo o que quiser e mais. Ha 5 anos sem renovar-se agora a BMW lhe põe em dias: motor mais potente, nova parte frontal, revisão da ergonomia. Por sua trajetória, boa aceitação e crítica do público, essa GT tem o merecido.
Ágil, fácil, potente e divertida, a BMW R 1200 RT está longe de ser um transatlântico "inoperante" destinado ao uso turístico apenas, e junto com a R 1200 GS é um dos ícones da marca alemã. Já que os que buscam uma moto para tudo, entre pistas e aventuras, só ou acompanhado, tem na R 1200 RT uma opção interessante e atrativa.
As aparências enganam
Por ser uma moto grande, muitos se intimidam com a RT, mas deveriam saber que é uma moto de fácil acesso até para os mais baixinhos, podendo controlá-la muito bem.
Assento regulável em 82 cm e 84 cm, tendo opcional de 78 cm e 80 cm, facilidade em chegar ao solo. O guidão com raio de giro mais curto, mas se move bem desligada, a pesar do seu peso e grande volume dianteiro. Mesmo na cidade não ha complicação.
O motor é suave e progressivo nas baixas, em sua medida, ideal para pilotar relaxado e sem mudar muito as marchas. O tato da freada entre os carros fica impetuoso nos primeiros centímetros do manete, requerendo adaptar-se, o que é comum nas BMW com sistema de ABS Integral Parcial Desconetável, que oferece.
O eixo cardan funciona com perfeição, não requer manutenção. Seu sistema de duplo eixo do comando de válvulas (4 válvulas por cabeçote), o mesmo da edição anterior, está mais potente e com mais torque. Os escapes são mais silenciosos (normativa Euro 3). A 1200 RT segue comportando-se muito bem nas pistas e com muita dignidade, beneficiando seja qual for seu usuário.
As suspensões trabalham de maneira exemplar, é o ESA II (ajuste eletrônico das suspensões) em ação para o tipo de pilotagem que desejamos praticar, rápido e fácil. O telelever dianteiro e o Paralever traseiro (monobraço) são os eixos que funcionam com perfeição, sem deixar que a dianteira baixe muito nas freadas. Seu desenvolvimento é diferente e muito melhor que de uma forquilha normal. O reparto do peso é correto e sentimos a moto bem apoiada.
Estável nas curvas, nas mudanças rápidas de direção, e com seu peso elevado causa certa inércia, mas seu centro de gravidade lhe mantémágil, manejável e divertida. Um GT com tendências Sport.
E agora, mais
Mais potência (110 CV a 7.750 rpm) como comentamos. Sobe rápido de voltas e oferece um plus de potência agradando até aos mais exigentes, tornando-se uma racing, onde pode-se aproveitar sua condução mais esportiva. Em regime médio, também notamos uma melhora (120 Nm onde antes era de 115 Nm). Nas altas, tem maior aceleração e agressividade que antes. Tudo de forma muito controlada, já que seu acelerador é muito obediente e fiel. Nas baixas e altas assume seu papel, revela sua personalidade.
O câmbio de marchas está também mais suave e cômodo, nota-se com facilidade. O pedal não demonstra atritos, e o manete na embreagem (hidráulico) é muito confortável.
Tudo na RT foi feito para não preocuparmos com quase nada. Os comandos nas manoplas estão mais fáceis de usar e de acionar, como um PC portátil. O comando de acionar os piscas de direção estão melhores.
Retoques ergonômicos e sensíveis renovações de toda a parte frontal, com nova colocação dos retrovisores mais funcionais. Tudo para deixá-la mais acolhedora. Apenas o comando do equipamento de som, na monopla esquerda, que encontramos um pouco desconfortável e não tão intuitivas de operar como em motos similares, mas muito moderna.
Fanatismo pelas viagens
Para os que gostam de viajar o destino será o menos importante, os quilômetros passam sem perceber, a uma velocidade vertiginosa. Não falamos pelo motor, mas pela grande proteção que oferece ao piloto.
A posição de pilotagem é ideal, com o tamanho perfeito do guidão, sem deixar os braços muito abertos, e regulagem da altura do assento para dar comodidade à posição das pernas. Vem com uns silentblocks que barram as poucas vibrações do motor.
A proteção aerodinâmica é tão boa que não notamos o vento em nossa cara, tampouco a chuva, molhando apenas os pés e ombros, o resto só se molhará se paramos.
Além disso, o painel é regulável eletronicamente em altura, e na máxima o vento passa sobre o capacete. Para o carona, essa sensação de vazio atrás da carenagem é menor Depois de rodar muito, as costas não se queixam.
O assento é confortável para ambos sobre ela. Seu consumo médio é de 6,13 litros em 100 km, com autonomia de uns 408 quilômetros, o que não está nada mal, já que paramos muito menos numa viagem ou num passeio longo.
Por tudo isso é que a nova BMW R 1200 RT lhe deixará apaixonado. Será muito difícil resistir a seus encantos
Juanan Martin Fotos: Santi Díaz Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão















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