BMW K 1300 R: Anabolizada 2009

Com mais potência e torque, maior agilidade que a K 1200 R, esta BMW quer afirmar-se diante da nova jornada das poderosas naked que estão aparecendo, mesmo tendo tomado uma boa dose de anabolizante.

As novidades além dos novos detalhe estéticos de plástico, logomarca e escape hexagonal, centra no aumento da cilindrada para 1.293 cc, com 10 CV e torque de 14,3 kgm a 8.250 rpm. Com válvula parcializadora na saída do escape, antes do silencioso, câmbio renovado e mais suave, opção de montar o sistema Shifter, Duolever mais leve e ágil, e agora com apenas um comando para acionar e desligar os piscas como todas as demais motos da categoria.

Mais poderosa

Basta dar a partida para sentir a diferença do motor, que soa mais grave. A embreagem menos dura e o câmbio mais suave, preciso e silencioso, ouvindo-se pouco o conhecido "clak". Na parte ciclo notamos a direção mais rápida e leve.

O grande protagonista segue sendo o motor. Sempre temos a sensação do seu poder de 1300 desde as poucas revoluções. Na estrada, entra nas curvas mais fácil e rápida. Testamos uma full equip, com computador de bordo, cúpula, piscas de led, ABS, controle de tração ASC, câmbio com Shifter, etc. O sistema ESA II de controle eletrônico de suspensões, ajustando tanto os hidráulicos (mesmo em movimento) como a mola (parada) em apenas um botão nas opções Normal, Sport e Confort, é incrível poder modificar a forma de pilotar mesmo em movimento, sempre tendo uma resposta macia. Seu assento é muito confortável.

Notamos apenas o Duolever dianteiro mais duro que o Paralever traseiro, mas mantém uma boa retenção hidráulica com a roda traseira grudada ao solo. As suspensões absorvem muito bem as irregularidades e buracos da pista. Dependendo da forma de condução, o Paralever e o Duolever trabalham de maneira perfeita, ficam mais sólidos ou mais brandos, inclusive combinando com a frenagem. O ABS agora é opcional e desconecta apertando um botão. É tão potente quanto o anterior, mas sentimos algo mais firme e preciso.

Em modo esportivo, a K 1300 R melhorou muito na parte ciclo e no motor, tem mais potência e melhor resposta em todas as velocidades. Seu ronco é mais grave e esportivo. O chassi e as suspensões são mais ágeis que a anterior. Nas curvas, devido a distância entre os eixos, abre um pouco na saída das curvas, necessitando adiantar a entrada, sem forçar a freada e desenhar melhor a curva aproveitando a potência do motor para uma boa saída. No asfalto limpo e plano vai impecável. É a naked sport de referência, mais potente e versátil. Mesmo com tantas boas motos da categoria, ninguém tira o título que, sem dúvida, é mais que merecido para a BMW, com sua excelente K 1300 R, rápida esportiva e notável viajante.

Jordi Aymamí Fotos: Juan Pablo Acevedo e Santi Díaz Colabora Jordi Hernández - Tradução e adaptação: Rodrigo Galvão

15/06/2011